Clara: Uma gotinha d'água

Pessoal, como vão? Espero que bem =) Então, hoje venho trazer para vocês uma campanha incrivelmente interessante! É claro que tem a ver com livro e desta vez, uma livro didático e muito informativo. O projeto se chama "Clara: Uma Gotinha D'Água", e visa arrecadar dinheiro para poder bancar as próximas publicações da estória. Os livros são de autoria da professora e escritora Luciana Cordeiro de Souza, minha tia! Assim como eu fiquei muito encantado com todo essa iniciativa, quero passar para vocês tudo o que senti! É uma ótima iniciativa que, com todo certeza será bem sucedida, irá ensinar à crianças a aprender a cuidar do meio ambiente logo cedo! Abaixo vou colocar um pouco da descrição da campanha (feita pela própria autora).

"QUAL O MOTIVO DESTA CAMPANHA??

A água é o líquido da vida! E todos nós já sabemos, mas como estamos cuidando deste bem tão precioso? Como nossas crianças estão sendo educadas para proteção e conservação da água? Este momento da crise hídrica no Planeta nos leva a refletir um pouco mais sobre o tema. A hora é agora!!

Clara, uma gotinha d’água, surge para nos ajudar, nos apoiar no educar ambiental de nossas crianças, para que elas cresçam motivadas e movidas neste dever com a vida!
A estória apresenta a pureza de um grupo de crianças que consegue ver a transformação de uma gotinha d’água em uma menina, fazendo-se assim sua semelhante, e oferece aos pequenos leitores um momento lúdico e único para, através dos ensinamentos de Clara, transformar a água em melhor amiga.

Cuidamos e protegemos os nossos amigos!! Assim devemos proteger nossa amiga água!
Esta estória nasceu como forma de educar ambientalmente meus sobrinhos Mariana, Júnior e Guilherme para compreenderem a importância do cuidado com o meio ambiente, principalmente a água, tema que venho estudando e pesquisando há mais de 15 anos.
Mas como explicar para crianças sobre a água, sem usar termos técnicos ou jurídicos?

Assim surge a personagem Clara: uma gotinha d’água, que vem para auxiliar nesta difícil missão de tornar a informação palatável nesta viagem do entender a importância da água em nossa vida e que sua proteção está em nossas mãos.
Clara levará o grupo de crianças por diversas aventuras em mais de 10 estórias que já estão escritas.

A ilustração de Clara foi inspirada na minha mãe: Clarinda, tomando como fonte uma foto dela quando tinha 13 anos de sua participação no filme "Fatalidade" da extinta Empresa cinematográfica Multifilmes. E das crianças em fotos de meus sobrinhos quando eram pequenos!!
Este livro representa a primeira estória, Clara: uma gotinha d’água, e com a contribuição de vocês este sonho de difundir o conhecimento poderá se materializar e despertar em milhares de crianças e adultos o dever do cuidado com a água, levando-os ao encantamento através de seus personagens."
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O link do projeto é esse http://www.kickante.com.br/campanhas/ajude-clara-contar-suas-estorias e para doar é facinho. Basta você escolher o preço do valor que quer doar e pagar com boleto ou cartão.
Ah, e adivinhem em quem o personagem mais legal e bonitinho (meninho sem boiná) é inspirado? Isso mesmo, em mim! hehehehe. Como vocês podem ver, a campanha já está quase terminando! Todos os livros já estão escritos, o que falta apenas é doações para poder concluir o pagamento dos livros publicados! Então o que venho aqui pedir para vocês - pessoas que adoram o mundo da leitura - é ajuda! Se puderem doar, doem; se não puderem tudo bem, mas o que eu pediria é que compartillhem em suas redes sociais o projeto, postem no blog de vocês e ajuda a concluir esse incrível projeto!

Resenha: A Marca de Atena - Rick Riordan

Depois daquele final de O Filho de Netuno, que nos deixa morrendo de vontade de ler o próximo volume, o começo de A Marca de Atena não poderia ser pior. (Digo pior me referindo as coisas que aconteceram e não ao livro). Como já haviamos visto, gregos e romanos são inimigos há séculos e nem mesmo sabiam da existem dos acampamentos um do outro. Após a chegada do Argo II no acampamento Júpiter, tudo que poderia dar de errado acontece.

O que parecia ter sido o começo de uma receosa, porém, amistosa conversa entre os dois povos, se tornou no inicio de uma nova guerra. Agora além de os setes semideuses da profecia terem uma missão ainda incerta, terão que enfrentar dos romanos que querem a todo custo (e a mando de Octavian) acabar com eles. A única coisa que eles sabem é que precisam ir para Roma antiga, pois é lá que a profecia irá se concretizar. O livro é narrado a partir do ponto de vista de quatro personagens: Percy, Leo, Piper e Annabeth; e como o próprio titulo já deduz, Annabeth é o ponto principal da estória.

Annabeth está receosa em contar para os amigos a missão em particular que ela terá que enfrentar. Sua mãe, Atena, a mandou atrás da Marca de Atena, que segundo lendas antigas foi a causa da briga milenar entre gregos e romanos. Se a garota conseguir recuperar a marca, talvez consigam unir os dois povos, assim tendo mais chance de derrotar Gaia, a deusa terra. Além das diversas armadilhas que a deusa terra colocava no caminhos dos jovens, eles descobrem que Nico fora sequestrado por dois gigantes. Como sempre, a vida do filho de Hades está por um fio e os semideuses tem apenas alguns dias para salva-lo.

Uma coisa que eu achei bem interessante é, que no final de cada capitulo que vai trocar de personagem, uma cena de tensão fica para o próximo capitulo e eu ficava lendo muito rapido para poder saber o que ia acontecer depois e assim por diante. Agora uma critica que sou obrigado a falar
é, que quando eu li O Herói Perdido, Jason parecia em muitas vezes mais legal que Percy Jackson. Sério, eu até me sentia um pouco mal por isso sabe, tipo trocar um protagonista tão legal... Contudo, neste livro Jason foi uma grande decepção. Em todas as situações de risco e perigo o garoto estava desmaiado ou machucado e Percy quem salvava todo mundo. Bom, Percy é o mais legal definitivamente (pelo menos na minha opinião).

Quanto ao final do livro, bom, não vou comentar muito para não soltar spoiler. Mas o que preciso dizer é, que droga! Sabe quando a gente adora uma série, mas tem diversos outros titúlos para ler e não vê a hora de acabar a série e ao mesmo tempo não quer que acabe? Bem confuso né? Então, é assim que eu me sinto =( O final de A Marca de Atena faz a gente querer correr para o próximo volume para saber o que vai acontecer. Minha vontade é de procurar no Google o que de fato acontecerá rsrsrs Mas não vou fazer isso não; resolvi deixar A Casa de Hades para uma outra hora e iniciei um livro de Stephen King (uhuu!)

Sobre a diagramação e falhas no livro não encontrei nada. A capa é bem bonita e ilustra uma cena bem legal do livro. Como sempre, a editora Intrínseca faz um excelente trabalho com todos os livros que publica, sendo assim a minha preferida! Será que um dia iremos ver algum filme sobre os Heróis do Olimpo? Olha, outro dia eu assisti O Mar de Monstros, segundo filme de Percy Jackson e bem, não me agradou muito. E não foi só a mim que o filme deixou a desejar, há vários sites que publicaram muitas críticas negativas na época de lançamento do filme. Talvez alguns títulos deveriam ficar apenas nas páginas impressas, não é mesmo? Sobre Rick Riordan, não tenho nem mais o que falar né? Na minha opinião ele é o segundo maior escritor de livros juvenis de todos os tempos, perdendo apenas para J.K.Rowling! Bom, é isso pessoal, espero que tenham gostado e comentem abaixo se já leram e o que acharam de A Marca de Atena da Coleção Heróis do Olimpo. Ah, não esqueça de seguir o blog e curtir no facebook hein?

Como escrever um livro em 22 passos segundo Stephen King

Gente, peço desculpas pela minha falta de resenhas ultimamente... Tenho andado muito ocupado estes dias com o vestibular e outras coisas. Prometo que domingo volto ao normal com as postagens, eu sempre tento publicar duas ou três por semana, e espero que eu consiga hahaha

Falta poucas páginas para eu terminar A Marca de Atena, então, hoje postarei mais uma dica de um famoso escritor para escrever um livro. Como o post passsado foi bem visitado, hoje postarei algumas dicas do Stephen King. São ao todo 22 passos e hoje vou colocar apenas 10 e mais 12 semana que vem! Olha, mesmo eu não conhecendo muito bem George R.R.Martin, adorei as dias passadas. Agora com Stephen King - que eu particularmente adoro - as dicas são ainda melhores! Sério, quem me dera um dia ter 10% de escritores como ele...

Stephen King é um dos mais renomados escritores do mundo. É considerado o mestre do terror e possui mais de cinquenta livros publicados. Todos os anos está na lista dos escritores mais bem pagos do mundo, ou seja, o cara é fera. Vejam abaixo as dicas e botem em prática o mais rápido possível!

1. Pare de assistir à televisão. Ao invés, leia tanto quanto puder
Se você for um escritor iniciante, sua televisão deve ser uma das primeiras coisas a serem eliminadas. É “venenosa à criatividade”, diz Stephen. Os escritores precisam olhar para dentro de si mesmos e direcionar a atenção à vida da imaginação.

E para tanto devem ler o máximo possível. King leva consigo um livro a todo lugar que vai e lê até mesmo durante as refeições. “Se você quiser ser um escritor, deve fazer duas coisas acima de todas: ler muito e escrever muito”. Leia muito e trabalhe constantemente para refinar e redefinir seu trabalho enquanto lê.

2. Prepare-se para mais falhas e críticas do que pode lidar
King compara escrever ficção a travessar o Atlântico em uma banheira, pois em ambos “há inúmeras oportunidades para duvidar de si mesmo”. Não apenas vai duvidar de si mesmo como também haverá outros duvidando de você. “Se você escrever (ou pintar, dançar, esculpir ou cantar, acredito) alguém irá tentar te fazer se sentir mal por isso”, King escreve.

Constantemente você tem que continuar escrevendo mesmo quando não está com vontade de fazê-lo. “Parar um trabalho apenas porque é difícil, seja emocionalmente ou por bloqueio de criatividade, é uma má ideia”, ele escreve. E quando falhar King sugere que continue otimista. “Otimismo é uma resposta perfeitamente adequada à falha”.

3. Não perca seu tempo tentando agradar as pessoas
De acordo com King, a grosseria deve ser a menor de suas preocupações. “Se você pretende escrever da forma mais verdadeira possível, seus dias como membro da sociedade bem-educada estão com os dias contados”. King costumava se envergonhar do que escrevia, especialmente após receber cartas que o acusavam de ser preconceituoso, homofóbico, sanguinário e até mesmo psicopata.

Por volta de seus 40 anos, percebeu que todo bom escritor já fora acusado de não possuir talento algum. King resolveu esse dilema definitivamente. Ele escreve: “Se você não aprova o que escrevo, posso apenas dar de ombros. É só o que tenho”. Como não poderá agradar a todos os leitores o tempo todo King aconselha que pare de se importar.

4. Escreva principalmente para você mesmo
Você deve escrever porque isso traz felicidade e satisfação. “Eu escrevo pelo puro prazer do ato, e se você puder escrever por prazer, você pode escrever para sempre”.

O escritor Kurt Vonnegut fornece um insight parecido: “Encontre um assunto com o qual se importa e que sinta que outros também vão se importar. Será este genuíno cuidado – não seu jogo de palavras – o mais sedutor e cativante elemento em sua escrita”.

5. Enfrente o que for mais difícil escrever
“As coisas mais importantes são as mais difíceis de dizer”, King escreve. “São aquilo de que você sente vergonha porque palavras degradam seus sentimentos”. A maioria das grandes obras são precedidas de horas de reflexão. Segundo King “A escrita é o pensamento aprimorado”.

Ao abordar assuntos difíceis certifique-se de ir a fundo. King diz “Estórias são objetos encontrados, como fósseis no solo… Estórias são relíquias, partes de um desconhecido mundo pré-existente”. Escritores deveriam ser como arqueologistas que escavam por tanta história quanto podem encontrar.

6. Ao escrever desconecte-se do mundo exterior
A escrita deve ser uma atividade completamente íntima. Coloque sua mesa no canto de uma sala e elimine toda possibilidade de distração, desde telefones até janelas abertas. Stephen aconselha: “Escreva com a porta fechada; reescreva com a porta aberta”.

Você deve manter total privacidade entre você e seu trabalho. O primeiro rascunho é “completamente cru, o tipo de coisa que me sinto livre para fazer com a porta fechada – é a história nua, vestida apenas de meias e roupas íntimas”.

7. Não seja pretensioso
“Uma das coisas realmente ruins que você pode fazer ao seu trabalho é rebuscar o vocabulário, à procura de palavras longas por estar ligeiramente envergonhado de usar as curtas”, diz o autor que compara este erro ao de vestir um animal de estimação em trajes de gala – ambos o animal e o dono estarão constrangidos pelo excesso.

Um icônico empresário, David Ogilvy, escreve em um memorando para seus funcionários: “Nunca use jargões como reconceptualizar, desmassificação, atitudinalidade, criticalidade. Estes são símbolos de um idiota pretensioso”. Além disso, não use símbolos a menos que seja necessário. “Simbolismo existe para adornar e enriquecer, não para criar um senso artificial de profundidade”, escreve King.

8. Evite advérbios e parágrafos longos
Conforme King enfatiza várias vezes “os advérbios não são seus amigos”. Ele acredita que “a estrada para o inferno é pavimentada com advérbios” e os compara a dentes-de-leão que estragam seu gramado. E são ainda piores após frases com “Ele disse” e “Ela disse”– frases estas que funcionam melhor sem complemento nenhum.

Você também deve prestar atenção em seus parágrafos para que eles fluam com as reviravoltas e o ritmo de sua estória. “Parágrafos são quase sempre igualmente importantes por sua estética e pelo que dizem”.

9. Não exagere na preocupação com a gramática
De acordo com King escrever é principalmente sobre sedução, não precisão. “A linguagem não deve sempre usar gravata e sapatos finos. A ficção não se trata de exatidão gramatical, mas sim de fazer com que o leitor esteja receptível e confortável à estória para que então você possa contá-la”. Você deve concentrar-se em fazer o leitor se esquecer de que está de fato lendo uma estória.

10. Domine a arte da descrição
“A descrição começa na imaginação do escritor, mas deve acabar na mente do leitor” escreve King. A parte importante não escrever o suficiente, mas também limitar o quanto você escreve. Visualize a experiência que quer que o leitor tenha e então transcreva o que vê em sua mente para palavras. Você precisa descrever de uma forma que vá trazer ao leitor uma sensação de reconhecimento” ele diz.

A chave para uma boa descrição é a clareza, tanto em observação quanto em escrita. Utilize imagens claras e vocabulário simples para evitar que o leitor se sinta exaurido. “Em muitos casos quando o leitor abandona alguma estória porque está chata, tal sensação se dá porque o autor se inflou com seus poderes de descrição e perdeu de vista suas verdadeiras prioridades, que seria manter o andamento da estória”.
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Ainda faltam doze hein... Ah, não esqueçam de seguir o blog se gostar do artigo e comentar, ok? Assim você me ajuda a crescer! 

Supernatural:Último episódio da 10 temporada

Pessoal, quem está explodindo de ansiedade para saber o que vai acontecer no ultimo episódio de Supernatural? Ele será lançado dia 20/05 (Quarta-Feira) nos EUA e acredito que até sexta feira já tenha o episódio completo e legendado. O episódio se chama "My Brother's Keeper" e tera direito a um retorno para lá de ''impactante''. Vou colocar abaixo todas as imagens promocionais e videos que foram lançados! Bom proveito!

A Morte será invocada por Dean e promete remover a Marca de Caim dele, porém, como nada é de graça, fará uma troca com Dean. O que será que ele terá que fazer hein?

Rowena que quer matar a todo custo o filho e rei do inferno, Crowley, terá uma ''batalha'' com ele e Castiel ficara no meio dos dois. Sinceramente espero que Rowena não morra, ela é na minha opinião a melhor personagem de toda a série, depois de Charlie, é claro =(
   

Agora um novo video promocional que foi liberado pela CW no qual o produtor, Jeremy Carver, conta um pouco sobre o que esperar para o final! (Obs: está em inglês)
                                   

Como escrever um livro em 12 passos segundo George R.R. Martin

Essa nova "coluna" é especialmente para quem tem vontade de escrever um livro (assim como eu) e quer alguns conselhos de escritores famosos e experientes quando o assunto é escrever. Vou postar dicas que vários escritores dão e hoje será exclusivamente sobre George R.R. Martin. Ele é considerado por muitos como o maior escritor de literatura fantástica da atualidade. Bom, eu comprei há um tempinho toda a coleção de Game of Thrones, porém, li apenas o começo do primeiro livro. Realmente é uma estória muito bem feita, mas não posso falar muito pois ainda não terminei o livro...

Então segue abaixo uma entrevista feita em 2013 com ele na qual ele dá as dicas para quem quer entrar com tudo na literatura fantástica. Obs: (Retirei a entrevista do site Game of Thrones BR)


Ler e Escrever, sempre
"Eu acho que, a coisa mais importante para qualquer aspirante a escritor, é ler. E não somente o tipo de coisa que você está tentando escrever, pode ser fantasia, ficção cientifica, quadrinhos, qualquer tipo de literatura. Você precisa ler de tudo. Leia a história, ficção histórica, biografias, leia novelas de mistério, fantasia, ficção cientifica, horror, os sucessos, literatura clássica, erótica, aventura, sátira. Cada escritor vai ter algo para ensinar a você, seja bom ou ruim. (E sim, você pode aprender com livros ruins também – o que não fazer).
E escrever. Escreva todos os dias, mesmo que seja uma página ou duas. Quanto mais você escrever, melhor nisso você será. Mas não escreva no meu universo, no de Tolkein, no universo Marvel, de Star Trek ou em qualquer outro que você pegue emprestado. Cada escritor precisa aprender a criar seus próprios personagens, mundos e configurações. Usar o mundo de outro é o método preguiçoso. Se você não exercitar esses “músculos literários”, você nunca vai desenvolvê-los."

Comece aos poucos
"Dada a realidade do mercado de ficção cientifica e fantasia atual, eu sugiro também que qualquer aspirante a escritor comece com histórias curtas, contos. Hoje me dia eu vejo muitos escritores novos tentando começar de cara com uma novela ou uma trilogia, ou até mesmo com uma série de nove livros. É como começar a escalar de cara pelo Monte Everest. Histórias curtas vão ajuda-lo a aprender seu ofício. Elas são o lugar certo para cometer os erros que todo escritor iniciante vai cometer. E são ainda o melhor caminho para um escritor iniciante aparecer, já que as revistas e coletâneas de contos estão sempre procurando por contos de fantasia e ficção cientifica. Uma vez que você tiver vendido esses contos por uns cinco anos, você terá construído seu nome e editores irão começar a lhe perguntar sobre seu primeiro romance."

Não há problema em pegar “emprestado” da História
"Embora minha história seja de fantasia, é fortemente baseada em história medieval real. A Guerra das Rosas, que foi sobre os Yorks e os Lancaster ao invés dos Stark e dos Lannister, foi uma das maiores influências. Mas eu gosto de misturar e combinar e mover coisas ao redor. Como diz um famoso ditado, roubar de uma só fonte é plágio, mas roubar de muitas fontes é pesquisa!"

Não limite a sua imaginação
"Eu sabia desde o começo que eu queria uma história grande e complexa. Antes d’As Crônicas de Gelo e Fogo eu trabalhei na televisão por dez anos e sempre me deparava com um script de uma cena comum que eu escrevia, mas me diziam “George , isso é ótimo , mas é muito grande e caro, você precisa cortar algumas coisas. Você tem 126 personagens e só temos orçamento para seis”.
Quando eu voltei para a literatura, de repente não havia limites: Eu poderia escrever algo enorme, com todos os personagens que eu queria, com batalhas, dragões e imensos detalhes. Claro, eu pensei que isso seria infilmável e que eu nunca teria que me preocupar com Hollywood novamente. Mas isso é problema de David Benioff e Dan Weiss agora [produtores de TV de Game of Thrones]."

Escolha os seus personagens com ponto-de-vista de forma a ampliar a narrativa
"Minha história é essencialmente sobre um mundo em guerra. Ela começa muito pequena, com todo mundo no castelo de Winterfell, exceto Daenerys. É um foco muito apertado, e em seguida, conforme os personagens se separaram, cada personagem encontra mais pessoas e POVs adicionais entram em foco.
É como se você estivesse tentando fazer um romance da 2ª Guerra Mundial: você vai pegar apenas um soldado comum? Bem, isso só cobriria o cenário europeu , não o Pacífico. Você faz de Hitler um personagem com ponto de vista para mostrar o outro lado? E o lado japonês ou da Itália? Roosevelt, Mussolini, Eisenhower – todos esses personagens têm um ponto de vista único que representa algo enorme na 2ª Guerra Mundial.
Então, você pode ir a partir de uma estrutura de ponto de vista onisciente onde você está contando isso do ponto de vista de Deus, que é uma técnica literária bastante desatualizada, ou você tem um mosaico de pessoas que estão vendo uma pequena parte da história cada um, e através deles você pode obter toda a imagem. Esse é o caminho que eu escolhi usar."

Faça Pontos de Vista críveis
"Em última análise, todos nós estamos sozinhos no universo – a única pessoa que cada um de nós realmente conhece profundamente, somos nós mesmos. Obviamente, eu nunca fui um anão ou uma princesa, então quando eu estou escrevendo esses personagens eu tenho que tentar e conseguir entrar em sua pele e ver como seria o mundo de sua posição. Nem sempre é fácil.
Uma parte disso pode ser conseguido falando com pessoas reais. Eu me correspondia com um fã que era paraplégico quando eu estava escrevendo o primeiro e o segundo livros. Ele me deu um monte de informações valiosas sobre como escrever sobre Bran e como seria estar nessa situação.
Mas, ultimamente, eu acho que a humanidade que todos os meus personagens compartilham é mais importante do que se são homens ou mulheres, princesas ou camponeses, altos ou pequenos. Enquanto estas coisas certamente fazem diferença, todos os tipos de seres humanos em todas as culturas ao longo da história têm desejado sucesso, amor, uma certa dose de prosperidade, conseguir comer e não ser morto. Estas são coisas muito básicas que motivam todas as pessoas e tento manter isso em mente ao escrever qualquer personagem."

A Dor é uma ferramenta poderosa – mas não exagere
"Apresentar a dor é algo difícil de fazer. Anos atrás eu escrevia para um programa de TV chamado A Bela e a Fera, estrelado por Ron Perlman e Linda Hamilton. Linda deixou o show após a segunda temporada para seguir uma carreira no cinema, por isso, decidimos retirar o personagem da história ao invés de substituir a atriz, porque era mais dramático. Tivemos a personagem morta e isso levou a uma grande briga com a rede [o canal].
Queríamos passar um episódio inteiro em que a personagem estaria enterrada e todo mundo passaria 60 minutos chorando e lamentando e compartilhando suas lembranças sobre ela. Mas a rede não queria que mostrássemos nada disso. Eles disseram “o personagem está morto, você precisa seguir em frente e apresentar uma nova Bela. Nunca mais vamos mencionar o nome de seu personagem novamente”. Toda a sala de escritores ficou horrorizada com isso. Era para ser uma história de amor pelas eras, ele não ia simplesmente esquecê-la e seguir para a próxima Bela.
Nós meio que ganhamos a batalha, mas perdemos a guerra. Apresentamos o episódio [como queríamos] e foi muito poderoso. Acho que nossos fãs mais incondicionais assistiram, derramaram muitas lágrimas e depois nunca mais assistiram a série de novo! A mágoa, o sofrimento, não necessariamente se traduz em valor de entretenimento. Dito isto, faz mais poderosa a narrativa. Apresentar não apenas a morte, mas a dor é importante. Em algum momento, todos nós experimentamos a perda de nossos pais, ou irmão ou amigos próximos e é uma emoção muito poderosa."

Violência deve ter consequências – então não poupe ninguém!
"Se você pretende escrever sobre guerra no estilo medieval, você precisa mostrar isso – todas essas espadas não são apenas para enfeite. Você deve apresentá-lo honestamente em toda a sua feiura e horror. Batalhas medievais eram excepcionalmente sangrentas, as pessoas basicamente acertavam umas as outras com pedaços grandes, muito afiadas de metal que arrancavam membros e deixavam lesões horríveis e devastadores. Na Batalha de Hastings há relatos contemporâneos de um verdadeiro banho de sangue (estima-se que somando os dois lados haviam 17000 soldados e fora os feridos teriam morrido cerca de 6.000, tudo isso em uma manhã). Eu gosto de mostrar as consequências críveis da guerra, como o homem aleijado, que viveu depois.
Curiosamente, na série, eles mataram uma certo número de personagens menores que ainda estão vivos nos livros, como as duas servas de Daenerys. Quando perguntei [aos produtores] sobre isso, eles me explicaram que ao contrário dos meus personagens nos livros, os atores esperam ser pagos em dinheiro! Portanto, a fim de introduzir um novo personagem no início de cada temporada, eles têm que matar alguns dos antigos personagens para ter folga [no orçamento]."

Evite clichês de fantasia
"Eu amo fantasia e tenho lido durante toda a minha vida, mas eu também sou muito consciente de suas falhas. Uma das coisas que me deixa louco é a exteriorização do mal, onde o mal vem do “Senhor das Trevas” que está sentado em seu palácio escuro com seus asseclas sombrios onde todos se vestem de preto e são muito feios. Eu deliberadamente brinquei com isso. Veja a Patrulha da Noite, eles mesmos estão cheios de ladrões, saqueadores e estupradores, e são pessoas heroicas – mas todos eles se vestem de preto. E depois há os Lannister que são bonitos e justos, mas não são as pessoas mais simpáticas da história.
Na fantasia simplista, as guerras são sempre plenamente justificadas – você tem as forças da luz que lutam contra uma horda escura que querem espalhar o mal sobre a terra. Mas a história real é mais complexa. Há uma grande cena em Henrique V de William Shakespeare, em que Henrique vai andando entre os seus homens disfarçado na véspera da batalha de Agincourt, e alguns deles estão questionando se a causa do rei é justa ou não, e lamentando todas as pessoas que vão morrer para apoiar a sua reivindicação. Essa é uma pergunta válida. Então você tem a Guerra dos Cem Anos, que era basicamente uma briga entre famílias que mandou gerações inteiras para o matadouro. Então, eu tento mostrar isso no que escrevo."

Criando personagens “cinza”
"Personagens cinza [nem bons, nem maus] sempre me interessaram mais e eu acho que o mundo está cheio deles. Eu li um monte de História, e eu não achei nenhum personagem puramente heroico ou puramente mau. Você pode escolher os exemplos mais extremos – Hitler era famoso por amar cães. Stalin, Mao, Genghis Khan, os grandes assassinos em massa da história eram todos heroicos sob seus próprios olhos. Por outro lado você pode ler histórias sobre todos os santos da história católica e Madre Teresa ou Gandhi e você pode encontrar coisas e ações sobre eles que eram erradas ou questionáveis ​, mas que eles fizeram.
Somos todos cinza e eu acho que todos nós temos a capacidade de fazer coisas heroicas e coisas muito egoístas. Eu acho que compreender isso é a chave para você criar personagens que realmente têm alguma profundidade neles. Mesmo quando eu estou escrevendo Theon Greyjoy, que é alguém que muitas pessoas odeiam, eu tenho que tentar ver o mundo através de seus olhos e dar sentido ao que ele faz."

Gerenciar muitos personagens requer habilidade – e sorte
"Eu às vezes me pergunto se será possível amarrar todos os fios soltos na minha saga. Tenho pesadelos quando eu penso sobre tudo se juntando nos últimos dois livros. Acho que posso fazer isso, mas vamos ver quando eu chegar ao fim. Às vezes, esses personagens malditos tem uma mente própria e se recusam a fazer o que eu quero que eles façam. Eu acho que nós vamos saber se tudo vai funcionar em uma década mais ao menos!"

Lembre-se: O inverno está chegando
"Valar Morghulis – Todos os homens devem morrer. Eu acho que a consciência de nossa própria mortalidade é algo que diz respeito mais a arte e a literatura. Mas eu não acho que isso se traduz, necessariamente, em uma visão de mundo pessimista. Assim como no mundo real, meus personagens estão aqui apenas por um curto espaço de tempo. O importante é o amor, a paixão, a empatia, o riso, até mesmo rir na cara da morte, se for possível. Há trevas no mundo, mas não podemos dar lugar ao desespero. Um dos melhores temas de O Senhor dos Anéis é que o desespero é o crime supremo. O inverno está chegando, mas você pode acender as tochas e beber vinho e se reunir ao redor do fogo e continuar a lutar por um bom combate.
Mas seja lá o que você fizer, no entanto… Boa sorte. Você vai precisar."

Bom, é isso! São dicas bem estruturadas hein, começarei a seguir ainda hoje! E vocês, tem vontade de escrever um livro? Ou já escreveram?