Resenha: As Crônicas de Nárnia - A Cadeira de Prata # 21 Dias




      Desta vez em A Cadeira de Prata, não temos a presença de nenhum dos irmãos Pevensie na estória; porém, temos um rosto conhecido, Eustáquio! Isso, o primo chato que virou um dragão e aprendeu a modos duros a ser uma pessoa melhor. Começa com Eustáquio encontrando uma amiga chorando nas quadras da escola, chamada Jill. Jill estava com medo dos “valentões” do colégio e estava escondida; Eustaquio vendo a situação de sua amiga conta para ela sobre suas aventuras em Nárnia e convida ela para tentar voltar para o mundo magico dos animais falantes.
       Eles começam a correr do grupo que quer bater neles e então, ao passar por uma porta eles se encontram em um precipício, em Nárnia. Com o susto e tentando passar uma imagem de corajosa, Jill acaba derrubando Eustaquio do precipício. Ela fica desesperada e a sede toma conta dela completamente. É uma sede absurda e ela vê um pequeno riacho, porém no riacho tinha um imenso leão bebendo água. Ela fica paralisada de medo e o leão acaba a chamando para chegar mais perto. Ela vai, com medo, de encontro ao leão.
       Jill então conhece Aslam, o grande leão; ele a tranquiliza quanto a Eustaquio e informa para ela que ela e Eustáquio tem uma missão a cumprir: salvar o príncipe Rilian, filho de Caspian X. O mesmo Cáspian da ultima história, só que agora muito velho e triste por causa do sumiço de seu filho

há dez anos. Os dois garotos então partem em uma missão para encontrar o filho do rei. Eles vão acompanhados de Brejeiro, um paulama muito pessimista. (Paulama são uma raça de humanoides que se assemelham a rãs; possuem braços e pernas compridas.)

       Eles partem para o norte e passam por desafios e aventuras tremendas, algumas até capazes de faze-los esquecer do objetivo principal que é salvar o príncipe Rilian. De gigantes desmiolados a gnomos infelizes, eles descobrem partes de Nárnia até então não conhecidas. Será que eles irão conseguir seguir as orientações de Aslam?
       Bom pessoal, sei que desta vez realmente não tem desculpas pelo atraso... Não consegui postar essa resenha ontem e estou aqui hoje, pedindo sinceras desculpas! Prometo, prometo mesmo, que amanha posto a ultima resenha deste livro tão fantástico!
       Esse é o sexto livro de Nárnia que leio, e mais uma vez posso dizer que é excelente. A narrativa foi a mais rápida até agora, não digo de paginas, e sim de acontecimentos. Uma parte muito interessante do livro é sobre os desafios que eles precisam enfrentar para chegar ao destino original; um destes percalços é resistir ao forte frio e vento. Acabam infelizmente cedendo quando uma Dama de Verde aparece e propõe tudo que eles mais queriam (uma cama quentinha, comida e uma bom banho quente); diante de tal tentação acontece uma sucessão de consequências ruins (como veremos no final, não serão tão ruins assim).
       Desta vez Lewis, explora ainda mais afundo(literalmente) Nárnia, cria uma criatura nova, o que torna a estória ainda mais fantástica. Houve momentos em que eu me cansei de ler, porém os momentos bons se sobressaem! Quando eles encontram a cidade de gigantes, que são imensos, me lembrou um pouco os gigantes de João e o pé de feijão!
   

       No desfecho a crianças voltam para seu mundo como sempre, e Aslam fala algumas coisas interessantes sobre a morte. Ao Jill se perguntar se poderiam ficar lá, ao lado de Aslam, o leão responde que ainda não, mas quando voltarem ficarão! Não posso dizer o porque deste contexto por que seria um grande spoiler, e isso acaba com a graça do livro. Mas o que digo é que o “ficar” ao lado de Aslam, significa morrer. Mais uma vez uma ligação com a religião!
       Recomendo o livro para todos que desejam conhecer um pouco mais sobre o maravilhoso mundo de Nárnia.

Conto "Verão de 1982" #1

   
       Pessoal, hoje eu deveria postar a sexta resenha do livro As Crônicas de Nárnia, porém, não consegui acabar a leitura e como o prazo para acabar todo o livro é até dia 16, hoje e amanhã termino o livro! Enfim, o que venho postar aqui hoje é um conto autoral! Até que enfim hein, não aguentava mais esperar para postar! Como ficou um pouco grande o conto, vou postar em dua partes! Hoje posto a primeira e segunda que vem posto a próxima!
       O esquema vai ser o seguinte: todo mês vou postar pelo menos um conto - se der posto mais - e cada vez com uma "temática" diferente. Este mês o tema vai ser "Memórias do Passado" e eu convido todo mundo que ler a postagem a publicar algum conto, texto, cronica, etc. O tema pode ser este se quiserem também, vou adorar ver as diferentes visões de cada um! Ah, caso postem com o mesmo tema, coloquem o link do meu blog, tá? Assim você me ajuda com o blog também!É isso ai, espero que gostem!

Verão de 1982

       Era um belo e ensolarado dia em meados de abril, com os ramos já deixando suas folhas caírem e dando forma a um belo tapete natural. A sombra do carro se estendia pela pista, perfeitamente, como recortada de um papel cinza. Eu conseguia respirar profundamente o ar de outono, cheirando a terra umedecida devido ao forte temporal da noite passada.
       Pessoas caminhavam e viviam intensamente do lado de fora do carro. Um casal de idosos com roupas de jogging passaram pela janela, a mulher empurrava seu marido em uma cadeira de rodas, pareciam felizes; afinal, não era isso que os votos solenes de casamento diziam, amar na saúde e na doença ate que a morte os separe? Infelizmente, no tempo em que as ruas ainda eram de terra e eu ainda tinha boas lembranças, havia se formado um abismo entre mim e o mundo afora. Era um buraco imenso, capaz de camuflar meus sentimentos com sua escuridão. 
       Joanne dirigia quieta, entre tempos trocávamos um ou dois sorrisos. Passávamos por tortuosas estradas, eram-me semelhantes parcialmente, muita coisa havia mudado. JPegamos uma rotatória à esquerda e depois mudamos para à direita, só ai que lembrei para onde estávamos indo e soltei uma expressão nada educada. 
       Estávamos a caminho de uma casa que eu não via há décadas, talvez nem existisse mais. Pensei em desistir, darmos meia volta e deixar o passado em paz, mas meu inconsciente me obrigava a continuar. 
       A casa onde morei há trinta anos ainda se encontrava lá, intacta e com as luzes acesas, o que me deixou ainda mais apreensivo. Este lugar ainda conseguia encher meu presente de passado. Joanne reduziu a velocidade do carro e parou a uns quinze metros da casa. Ainda possuía a mesma cadeira de balanço na varanda na qual mamãe ficava comigo e com meu irmão; era como se eu pudesse sentir seu adocicado perfume novamente. 
       Eu havia morado ali por um tempo e por mais que eu me esforçasse não me recordava de quase nenhuma lembrança positiva. 
        - Stephen, você quer que eu vá com você? – perguntou Joanne. 
        - Não precisa. – respondi – Apenas me espere na praia, não vou demorar. 
       Desci do carro e meus pés afundavam alguns centímetros na areia fofa. Comecei a ir em direção à casa, era como se cada passo que eu desse voltasse mais ainda para o passado. Um homem velho apareceu na janela, a visão me pegou de surpresa. Nunca imaginei que o veria novamente. Parecia meu pai, eu achava, do mesmo modo como eu lembrava; cabelos penteados para trás e úmidos – agora já brancos – camiseta dentro da calca, uma sandália azul e um boné velho e surrado. 
       A praia e a casa, aquele lugar me passava alguma sensação estranha. A areia tocando minha pele novamente, depois de trinta anos, era reconfortantemente insólito. Mas não era mais um pesadelo que me deixava suado e arquejante, era real, eu sabia. Podia ouvir o som dos pássaros do último dia de verão de 1982. Eram os dois mesmos meninos que brincavam na areia, eu e meu irmão, Charlie. 
       Os castelinhos de areia de Charlie nunca ficavam firmes por muito tempo, a intrépida e sorrateira água vinha e sempre os levava. 
        - Stephen, me ajuda aqui. – ele queria conchinhas, quanto mais melhor. Elas iriam decorar seu castelo. 
        Mamãe e papai estavam dentro de casa, podíamos ouvir o leve ruído de suas vozes, porventura estivessem falando do quão belo era o pôr-do-sol. Na verdade não, isso era o que eu queria que estivessem falando. 
       O pôr-do-sol realmente se punha. Já era algo ordinário de todos os dias, mas mesmo assim cada vez mais eu contemplava com deleite o momento em que o sol desaparecia no horizonte. O céu agora não era mais claro. Tons suaves de cinza começavam a se esgueirar por entre as nuvens. Podíamos sentir o crepitar de pequenas conchinhas sobre nossos pés. Charlie já tinha mais de dez em sua camiseta e eu, apenas uma. Eu estava desalentado, agia de forma mecânica, inconsciente. 
       O cheiro suave e intenso da brisa do mar tornava o tempo mais devagar. Era tudo muito calmo e silencioso, não parecia ser um local habitado. Seria um ótimo local para um filme de romance, ou sereias, quem sabe. Ainda que o outono certamente estivesse logo ali, depois de alguns dias, o verão não iria abandonar sem luta seu domínio arduamente conquistado. 
       Há algo agradável em tardes sem sol. O tempo funesto que às vezes vinha nos liberavam das expectativas, das exigências de um dia sempre igual. Minha mãe apareceu na varanda com uma tigela na mão, sorria e aparentava estar feliz. Ela estava grávida de quatro meses, sua barriga já estava começando a aparecer. 
        - Daqui a pouco vocês entram – disse ela.
        Papai provavelmente estava sentado no sofá ordenando que mamãe lhe levasse cerveja. E se ela não o fizesse, ele lhe daria um tapa e a chamaria de imprestável. Mesmo com minha pouca idade eu sabia que ela só estava casada com meu pai por medo e não por amor, não mais.
      Minha mãe entrou e foi para a cozinha. Pude ouvir papai falando algo grosseiro para ela. Charlie achou que ele nos chamava, mas não era, apenas gritava alguma coisa inaudível. Já estávamos acostumados, toda sexta-feira havia briga. Às vezes eram por coisas tolas, como quando mamãe deixou as mesmas cortinas na parede da sala por mais de um mês. 
       - Olhe isso, ele dizia, essas merdas de cortinas estão sujas não vê? Qual o seu problema, por que é tão porca? 
       Depois das manchas roxas que ela teve que esconder com blusas de manga comprida, nunca mais fizera nada que o desagradasse, pelo menos tentava. Era impecável em tudo (uma só mancha de pano mal passado no assoalho de madeira da casa poderia provocar certamente uma discussão e depois uma pancada). Tinha um temperamento ruim, muito ruim. Não se chorava em casa, nem mamãe, nem nós. Afinal, que tipo de monstro teria coragem de bater em uma criança inocente?

Obs: Lembrando que o texto acima é autoral e não é permitido copias.

As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada # 21 Dias


      Está é a maior resenha que escrevi sobre os livros de Nárnia até agora. Demorei menos para ler  este livro do que o ultimo, e por isso estou postando na data certa!
      O enredo começa com Lucia e Edmundo tendo que passar férias na casa de Eustaquio Mísero,  primo dos dois. Os dois irmãos se sentem extremamente tristes de ter de conviver com os tios e com  o primo, que é insuportável. Eustaquio adora irritar os dois, inclusive sobre Nárnia. Não, Eustaquio  não conhece Nárnia, mas ouviu uma das conversas dos irmãos Pevensie e tomou como loucura todo  aquela aventura, sempre irritando-os. Em um dia no quarto em que Lúcia está hospedada na casa do  primo, estavam os três, Eustaquio como sempre os incomodando e Edmundo revidando. Lúcia estava  meio atônita encarando um quadro que tinha um barco no meio do mar desenhado; a pintura  chamava muito sua atenção por parecer viva. De repente os três percebem que a pintura realmente  estava viva e as águas antes ali desenhadas invadem o quarto, fazendo as três crianças irem parar no  meio do  oceano de Nárnia.
      Assim os três acabam sendo encontrados por Caspian, Ripchip e vários outros tripulantes de um  navio. Eustaquio fica extremamente perplexo de inicio ao se ver totalmente “perdido” no meio do  oceano e ainda tendo que conviver com Ripchip, um rato falante que está sempre pronto para uma  briga. O navio se chama Peregrino da Alvorada, e Caspian está em uma missão para encontrar sete  lordes, antigos amigos de seu pai, que sumiram por causa da insuportável soberania de Miraz.
      Todos partem então em uma jornada desconhecida, adentrando por terras e ilhas misteriosas,  cercadas de mistério e lendas. A primeira ilha que param, depois de dias de viagem, são atacados e  feito prisioneiros. Por sorte, um dos “homens ricos” da ilha é um dos lordes que Caspian procura e  tudo se resolve. A partir dai cada ilha é uma nova aventura, porem sempre tendo como objetivo  principal encontrar todos os lordes, mesmo estando vivos ou mortos. Este não é o objetivo de todos,  pelo menos não o de Ripchip. Bom, na verdade o rato falante e corajoso quer também honrar os sete  lordes, mas o seu principal intuito é encontrar o país de Aslam.

    
"Onde o céu e o mar se encontram
Onde as águas se adoçam
Não se esqueça Ripchip
Que no leste absoluto esta
     Tudo o que desejas encontrar"

      O final é mais uma vez melancólico. Desta vez nem Lúcia nem Edmundo voltarão à Nárnia;  Lúcia fica tão triste que dá até pena, para ela não ver mais o grande leão seria a pior parte. Aslam  porem, os consola dizendo que os irmãos ainda o verão, mas desta vez em seu mundo. Eles precisam  aprender a reconhece-lo mesmo tendo um outro nome. Ele diz que lá no mundo dos humanos, há  também um caminho para o país de Aslam; as crianças aprenderão o caminho pouco a pouco e que  não é longe nem perto. Fica do lado de lá de um rio, mas nada tem de temer, pois ele, Aslam, é o  grande Construtor da Ponte.
     
       Como já vimos no ultimo livro, Pedro e Lúcia não aparecerão mais em Nárnia, mas temos  Eustaquio para substituir os dois. Tudo bem que ele é bem chatinho, mas depois a gente começa a  perceber que ao passar por situações bem difíceis para um menino da cidade, ele passa a se tornar  uma pessoa mais agradável. 
       Dois grandes pontos que quero deixar em destaque nesse livro são: cair em tentação e acreditar.  Em varias partes da estória os personagens são postos em meio a tentação, tendo como exemplo  quando Eustaquio encontra um imenso tesouro e começa a pega tudo que pode carregar. Porem,  assim como no filme ele é amaldiçoado e se transforma em um dragão. Outra situação é quando  Edmundo e Caspian brigam ao encontrar um lago que transforma tudo em ouro. De imediato  Caspian pensar em transformar ali uma propriedade de Nárnia, se tornando ainda mais rico.  Edmundo e ele brigam mas depois caem em si, e proclama ali como a ilha “Água da Morte”. O outro  ponto, acreditar, é visto em Ripchip que acredita cegamente em encontrar o paraíso, o país de Aslam.
       O grande leão, Aslam, mais uma vez vem com um montante de ensinamentos religiosos para  crianças. Acho muito interessante também a referência que ele faz à inocência para que se possa  perceber a magia. Observa-se que ao passo que as crianças crescem eles não voltam mais para  Nárnia. Isso é exposto primeiro quando Pedro e Susana não poderão mais voltar à Nárnia e agora,  que Lúcia e Edmundo também não poderão mais. 


       Aslam que é uma metáfora para Deus, ensina de forma sutil grandes lições para as crianças que  leem a obra; já para os adultos, assim como disse em O Sobrinho do Mago, cada ensinamento está  totalmente explicito e nos dão uma boa balançada. Claro que independente de ser adulto ou criança,  é preciso em primeiro lugar estar disposto a possibilidade de poder aprender qualquer coisa, mesmo  que de uma forma diferente da qual já conhecemos.
       Recomendo o livro e digo que depois de o Príncipe Caspian, está foi minha leitura predileta. O  filme do livro é bom, tirando algumas partes extremamente desnecessárias que são acrescentadas à  adaptação e mudadas do livro.

As Crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian # 21 Dias


      Pessoal, peço mais uma vez desculpas pelo atraso! Pelo jeito estou atrasando mais do que imaginava...Os estudos estão puxados e tive alguns problemas esses dias, que acabaram encurtando muito o tempo que "reservo" para ler diariamente. Acho que até o prazo final vou conseguir postar todas, então quem entrou neste desafio, não desistam! É isso ai pessoal, me desculpem!
      Os irmãos Pevensie estavam sentados em uma estação de trem aguardando para ir para a escola, quando de repente começam a sentir pequenas puxadinhas e por efeito de magia, são levados a Nárnia. De uma plataforma cinzenta e movimentada vão parar em meio a muitas árvores e arbustos. Nárnia agora está diferente, eles não reconhecem onde estão de imediato, mas depois de surpreender ao descobrir que se encontram nas ruinas de Cair Paravel.
      A época agora era outra. Havia se passado centenas de anos nas terras de Nárnia quando no mundo de dos filhos de Adão e filhas de Eva, havia se passado apenas um ano. O tempo é diferente, assim como vimos em O Leão, A Feiticeira e o guarda-roupa, os irmãos passaram anos e anos reinando e quando voltaram pelo guarda-roupa havia se passado pouquíssimos minutos apenas. Os animais falantes agora já quase não existiam mais e as outras criaturas magicas também.
      Príncipe Caspian é sobrinho do rei Miraz, que matou o próprio irmão para ficar com o trono; descende dos Telmarinos, que conquistaram Nárnia violentamente a muitos anos. Conhecemos a história de Caspian a partir de Trumpkin, anão que conta tudo para os irmãos Pevensie. A partir dai se desenrola uma grande aventura pela reconquista de Nárnia, onde Aslam mais uma vez fica do lado dos antigos Nárnianos.


      É a estória que achei mais legal até o momento! Demorei mais do que o esperado para ler, porém foi extremamente delicioso aproveitar cada pedacinho desta estória maravilhosa que é Nárnia. É escrito em terceira pessoas e senti que o enredo deste livro é um tanto mais “completo” que as outras. O tema de reconquista é de Nárnia, onde há poucas criaturas magicas foi muito bem explorado por Lewis.
      Um fato que está bem explicito é a questão da fé. Mesmo estando em Nárnia, apenas Lucia acredita ter visto Aslam e assim como na segunda estória, seus irmãos não dao ouvidos para ela. Mais tarde, depois de serem quase mortos, decidem, a contra gosto, seguir Lucia que diz estar sendo guiada por Aslam. Ao começarem a perceber que estão no caminho certo, começam então a acreditar que Aslam realmente está ali. Assim um por um, passam a enxergar o grande Leão, Aslam. Ou seja, é preciso ter fé, mesmo naquilo que não pode ser visto ou tocado, para que tudo se encaminhe bem..
      Acho que vão cansar de me ouvi escrever isso, mas não tem como eu não falar; a semelhança entre Nárnia e Aslam e a religião é muito grande. Isso é mostrado quando Aslam só aparece para quem tem fé; quando Aslam transforma água em vinho, e muito mais. Por fim, recomendo este mais do que qualquer outro, e peço mais uma vez desculpas pelo atraso!

As Crônicas de Nárnia - O Cavalo e seu Menino # 21 Dias

   
      Gente, peço sinceras desculpas por não ter conseguido cumprir um dia do meu Desafio. As coisas estavam muito tumultuadas ultimamente e não tive tempo de escrever a resenha, isso porque eu já havia lido o livro! Bom, agora vamos a resenha; prometo que posto a próxima certinho!
       A estória do livro O cavalo e seu menino começa com a pobre vida de Shasta, um menino branco e loiro que se sentia deslocado em Calormânia, onde vivia com um pescador. Quando ele descobre que o pescador que o cria não é seu pai e quer vende-lo para um nobre, ele decide fugir. Alguns momentos antes de sua fuga ele “desabafa” com o cavalo do nobre e o cavalo o responde! Isso, era um cavalo de Nárnia, onde alguns animais falam e pensam; Bri era um cavalo insatisfeito de sua vida de cavalo mudo e também queria fugir. Eles dois então, Bri e Shasta, fogem em direção ao norte, para as terras de Nárnia.
       No caminho eles acabam encontrando Aravis, uma nobre que fugiu de casa, e Huin, uma égua falante também de Nárnia. Eles se encontrar durante uma confusão com um leão que atacou Aravis. E por causa desse leão, as duas crianças e os dois cavalos decidem, com muita briga entre eles, seguir o rumo para as terras do norte juntos! A partir dai, eles entram em varias confusões, como Shasta sendo pego por confusão pelos reis de Nárnia; como Aravis sendo descoberta por uma amiga nobre e ajudada por ela, etc.
       Bom, a partir dai não posso contar mais muita coisa, o que digo é apenas: Aravis, Shasta, Bri e Huin acabam com finais bem surpreendentes e alguns até diferentes do que os destinos iniciais!


       Aslam, o grande leão, o criador, é representado de forma muito interessante. Ele esta presente todo o tempo na vida dos personagens. Desde o momento em que Shasta foi encontrado numa cesta no rio até no momento que o leão conversa com os jovens no final. Aslam, que representa uma grande religiosidade, age de forma correta e justa em todas as situações. Ele mesmo ataca os jovens para que eles fiquem juntos e para ensinar a Aravis as consequências de seus atos; ele cuida de Shasta durante a noite toda no deserto e por fim que ajuda aos garotos a chegarem em seus destinos.
       Posso dizer com certo arrependimento que no começo eu estava um pouco entediado com essa estória. Me pareceu um pouco nada a ver com o tema central, Nárnia, mas depois eu percebi que eu estava totalmente enganado! É uma aventura que me surpreendeu bastante, principalmente com o destino final de cada personagem! O livro é bem pequeno e rápido de ler, o enredo é ótimo e sem falhas. É talvez a crônica mais infantil de todos os livros, a estória passa paralela ao reinado dos irmãos Pevensie em Nárnia; é como se fosse um spin-off de um seriado de tv.
      C.S.Lewis usa de forma magistral o dom de contar histórias infantis, criando um universo totalmente imaginável. A estória aborda temas como o sentido da amizade, a “ajuda” divina, o orgulho e a real importância das aparências. Tudo com muita leveza e aventura.