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Clara: Uma gotinha d'água

Pessoal, como vão? Espero que bem =) Então, hoje venho trazer para vocês uma campanha incrivelmente interessante! É claro que tem a ver com livro e desta vez, uma livro didático e muito informativo. O projeto se chama "Clara: Uma Gotinha D'Água", e visa arrecadar dinheiro para poder bancar as próximas publicações da estória. Os livros são de autoria da professora e escritora Luciana Cordeiro de Souza, minha tia! Assim como eu fiquei muito encantado com todo essa iniciativa, quero passar para vocês tudo o que senti! É uma ótima iniciativa que, com todo certeza será bem sucedida, irá ensinar à crianças a aprender a cuidar do meio ambiente logo cedo! Abaixo vou colocar um pouco da descrição da campanha (feita pela própria autora).

"QUAL O MOTIVO DESTA CAMPANHA??

A água é o líquido da vida! E todos nós já sabemos, mas como estamos cuidando deste bem tão precioso? Como nossas crianças estão sendo educadas para proteção e conservação da água? Este momento da crise hídrica no Planeta nos leva a refletir um pouco mais sobre o tema. A hora é agora!!

Clara, uma gotinha d’água, surge para nos ajudar, nos apoiar no educar ambiental de nossas crianças, para que elas cresçam motivadas e movidas neste dever com a vida!
A estória apresenta a pureza de um grupo de crianças que consegue ver a transformação de uma gotinha d’água em uma menina, fazendo-se assim sua semelhante, e oferece aos pequenos leitores um momento lúdico e único para, através dos ensinamentos de Clara, transformar a água em melhor amiga.

Cuidamos e protegemos os nossos amigos!! Assim devemos proteger nossa amiga água!
Esta estória nasceu como forma de educar ambientalmente meus sobrinhos Mariana, Júnior e Guilherme para compreenderem a importância do cuidado com o meio ambiente, principalmente a água, tema que venho estudando e pesquisando há mais de 15 anos.
Mas como explicar para crianças sobre a água, sem usar termos técnicos ou jurídicos?

Assim surge a personagem Clara: uma gotinha d’água, que vem para auxiliar nesta difícil missão de tornar a informação palatável nesta viagem do entender a importância da água em nossa vida e que sua proteção está em nossas mãos.
Clara levará o grupo de crianças por diversas aventuras em mais de 10 estórias que já estão escritas.

A ilustração de Clara foi inspirada na minha mãe: Clarinda, tomando como fonte uma foto dela quando tinha 13 anos de sua participação no filme "Fatalidade" da extinta Empresa cinematográfica Multifilmes. E das crianças em fotos de meus sobrinhos quando eram pequenos!!
Este livro representa a primeira estória, Clara: uma gotinha d’água, e com a contribuição de vocês este sonho de difundir o conhecimento poderá se materializar e despertar em milhares de crianças e adultos o dever do cuidado com a água, levando-os ao encantamento através de seus personagens."
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O link do projeto é esse http://www.kickante.com.br/campanhas/ajude-clara-contar-suas-estorias e para doar é facinho. Basta você escolher o preço do valor que quer doar e pagar com boleto ou cartão.
Ah, e adivinhem em quem o personagem mais legal e bonitinho (meninho sem boiná) é inspirado? Isso mesmo, em mim! hehehehe. Como vocês podem ver, a campanha já está quase terminando! Todos os livros já estão escritos, o que falta apenas é doações para poder concluir o pagamento dos livros publicados! Então o que venho aqui pedir para vocês - pessoas que adoram o mundo da leitura - é ajuda! Se puderem doar, doem; se não puderem tudo bem, mas o que eu pediria é que compartillhem em suas redes sociais o projeto, postem no blog de vocês e ajuda a concluir esse incrível projeto!

Tag: Sete Coisas

Pessoal como vai? Pela primeira vez fui indicado para responder uma Tag pela Anice do blog Estante 861. Tenho que responder sete perguntas dando sete respostas em cada! Vamos lá! Ah, e eu não vou indicar nenhum blog para responder, quem quiser pode responder, ok?

1) Sete coisas para fazer antes de morrer
- Fazer um intercâmbio de pelo menos 6 meses em Londres e EUA;
- Escrever vários livros (inclusive um de culinária)
- Aprender a tocar piano
- Ter uma casa de campo e um apartamento na cidade
- Fazer um mochilão pela Europa
- Ser fluente em vários idiomas
- Ter uma empresa de chocolate

2) Sete coisas que eu mais falo
- Caramba
- Inferno
- Que droga
- Olha...
- Bom..
- Tanto faz..
- Tipo..

3) Sete coisas que eu faço bem
- Cozinhar
- Ler
- Escrever
- Ver filmes e seriados kkk
- Dormir
- Não me lembro de mais nada...
- Não me lembro de mais nada...

4) Sete coisas que eu não faço bem
- Estudar matérias exatas
- Ser organizado
- Falar em público
- Não me lembro de mais nada...
- Não me lembro de mais nada...
- Não me lembro de mais nada...
- Não me lembro de mais nada...

5) Sete coisas que eu não gosto
- Livros super dramáticos
- Pessoas ignorantes
- Sentir sono durante as aulas
- Pessoas intrometidas, que invadem minha vida
- Brigar com alguém que eu gosto
- Inveja
- Não me lembro de mais nada...

6) Sete coisas que eu amo
- Minha família
- Livros
- Inverno
- Dias de feriado
- Férias
- Escrever
- Assistir Supernatural

7) Sete blogs para responder essa Tag
Gente, responde quem quiser, ok?




Como ler em inglês - Book's Challenge


Pessoal, como vão? Espero que bem! Bom, hoje não vim trazer resenha e nem nada do tipo. Vim trazer uma nova coluna para o blog! Uma coluna super legal, que eu só estava esperando chegar uma encomenda para pode cria-lá. Nesta coluna vou falar sobre livro em inglês! Finalmente chegou meu box Hogwarts Library que tem os livros: The Tales of Beedle the Bard; Fantastic Beasts & Where to Find Them e Quidditch Through the Ages.


      Faz quase um mês que eu comprei e por ser importado demorou mais para chegar. Para quem não sabe, estes livros acima fazem parte dos livros lidos pelos alunos de Hogwarts durante os sete livros. Traduzindo os títulos são: Os Contos do Beedle o Bardo; Animais Fantásticos & Onde Habitam e Quadribol Através dos Seculos. Inclusive o novo filme sobre o universo magico de Rowling, é inspirado no livro Animais Fantásticos & Onde Habitam(inclusive parece que o filme já começou a ser filmado, uhul!). 
       Então gente, o que quero falar é que vou começar a ler em inglês! Seja para aprender inglês, aperfeiçoar ou ficar fluente, ler em inglês imagino que já passou na cabeça de muita gente! Bom, pelo menos da minha cabeça essa vontade não sai! Resolvi criar coragem e começar, por isso comprei estes livros. Vou tentar iniciar com The Tales of Beedle The Bard, que é mais curtinho e parece ser legal também. Esta coluna sobre leitura em inglês vai se chamar Book's Challenge (O Desafio do Livro), e quem quiser saber como anda meu progresso, saber quais livros vou querer ler, só clicar ali em cima na nova aba!


Pensando nessa vontade de aprender a ler em inglês, resolvi colocar algumas dicas aqui embaixo, dicas que tambem colocarei em pratica para mim nesta nova "aventura"! 

1. Leia as primeiras páginas do livro antes de comprar. Procure na internet o livro em inglês em pdf, epub, online.. Leia as primeiras páginas para não se arrepender; se a leitura conseguir se desenrolar tranquilamente ou você perceber que vai se desenrolar, compre. Foi assim que comprei estes ai em cima!

2. Tente começar por algum livro que você já leu em português. Tudo fica mais fácil quando já se conhece a estória. Você já tem uma noção do que vai acontecer e pode tentar deduzir o significado das palavras antes de correr para o dicionario. 

3. Não fique procurando o significado de cada palavra desconhecida. Antes de tudo, como disse acima, tente entender pelo contexto. Na maioria das vezes com um esforcinho dá para entender, mas se não conseguir não se desespere, anote a palavra e sua tradução.

4. Tente estabelecer uma meta. Por exemplo: leia um capitulo por dia. Mas não crie metas que te façam ficar nervoso(a) ou se sentindo pressionado. Faça no seu tempo, tentando ter uma periodicidade boa, porém no seu tempo, sempre.

5. Comece agora! Não espere para pegar um livro em inglês e encarar de frente! Nenhum de nós nascemos sabendo ler português, não é? Se aprendemos a ler tão bem, também podemos aprender inglês!

Bom pessoal, é isso! Espero que gostem e logo logo postarei a primeira resenha de um livro em inglês!


Conto "Verão de 1982 " #2


     Pessoal está é a segunda parte do Conto que postei segunda-feira passada. Espero que gostem! Ah, e o tema do mês que vem vai ser "Mundo fantástico", um conto onde tudo é possível e a lei da gravidade e dos homens não fazem o minimo sentido!

Continuação... 
      Podíamos ouvir agora alguns gritos vindos de casa.
      - Stephen, a mamãe – Charlie sabia que mamãe apanhava, ele a via chorar sozinha.
      - Fique aqui, Charlie, não saia daqui – eu disse
      Comecei a correr para casa, parecia longínquo demais, meus passos estavam pesados. Os gritos de mamãe agora ficavam mais fortes. Será que ele bateu em sua barriga?. Subi os poucos degraus e pude ver mamãe caída e papai apontava alguma coisa para ela, uma arma.
       - Não papai, não faça isso – gritei
       - Cale a boca, moleque – ele tirou a arma da direção de minha mãe e mirou em mim. 
      Meu coração ficou frio, podia sentir o gosto amargo do medo subindo pela minha garganta para ser expelido. Papai então vira a arma para baixo e atira em Bili, nosso cãozinho. Bili choramingou por várias vezes e depois ficou em silêncio. Pareciam horas, eram apenas minutos, os piores de minha vida.
      Meu pai saiu correndo e entrou no carro, esta seria a ultima vez que eu o veria. Seu olhar até tirar o carro fora o causador de muitas noites mal dormidas. Mamãe estava sentada no canto, tentava aspirar um pouco de ar da sala que parecia repleta dele há minutos.
      De uma distancia que me pareceu imensa, ouço seu soluço e vejo seus olhos fechar, por um instante pensei que não os veria abrir novamente, mas abriram. Seu corpo se contorcia de dor que parecia latejar como um sol venenoso que a adentrava. Mamãe colocava a mão sobre a barriga e chorava.
      Charlie começara a gritar quando viu Bili morto e mamãe caída. Ele entra em pânico e corre para junto de nossa mãe, que esta envolta a uma pequena poça de sangue. Tomara que não seja do bebe, pensei tomara que não.
      Chamei a ambulância e fui junto de minha mãe.
      - Vai ficar tudo bem, mamãe, fique calma – falei aos soluços
      - Meus queridos – passou a mão em nossos rostos – eu amo vocês, muito.
      Parecia agora que sua respiração finalmente começava a se tornar um pouco mais fácil. 
      - Mamãe, e o bebe? - Charlie estava chorando e preocupado. Ela passa a mão por entre as coxas e olha, era sangue.
      - Eu não sei – ela fala – eu não sei.
       Mamãe geme, sacudindo a cabeça, empurrando com os pés seus sapatos apertados. Disse que estava sentindo uma dor violenta e caibras afundando seu ventre.
Então após alguns minutos o silêncio fora irrompido pelo barulho da ambulância. Abro a porta para o pessoal da emergência entrar. Colocaram minha mãe na maca e a levaram para a ambulância. Fomos nós três para o hospital.
      Passou-se um tempo; mamãe perdera a criança e nunca mais voltamos àquela casa e nem papai nos procurou. Afinal, o nosso castelo de areia também havia sido arrastado pela onda. Tudo havia desmoronado de forma impiedosa e truculenta.
 
      Eu ainda estava imerso no passado, preso nas memórias daquele lugar.
      - Ei Stephen, responda-o – era Anna me chamando, me arrancando do passado.
      - Hein, moço, o que o senhor quer? – o homem na porta não era meu pai, e nem se parecia com ele. Era apenas mais uma peca pregada por minha mente.
      - Desculpe senhor, mas sabe algo de George White? – perguntei.
      - Esse cara morreu há alguns anos, comprei a casa em um leilão – disse o senhor com seu sotaque caipira.
      Algo dentro de mim se silenciou, uma parte da minha vida havia acabado. Agora eu sabia que papai não poderia mais machucar mamãe e nem entrar em nosso quarto à noite e nos jogar da cama.
      - Vamos para onde, Stephen? – indagou-me Rose.
      - Apenas andar Anna, apenas andar – disse.
      Apertamos as mãos e o toque de Anna em minha pele acalmou a ferida que havia dentro  de mim - uma ferida boa, mas que não deixa de ser um machucado. Começamos a andar ali mesmo, um na orla e outro na areia. Andamos sem destino e em silêncio, até que o tempo nos obrigue a parar.

Obs: Esse texto é de cunho autoral e copias não são permitidas.

Resenha: As Crônicas de Nárnia - A Ultima Batalha # 21 Dias


      O começo deste ultimo livro nos é apresentado Manhoso, um macaco velho e desonesto que convence seu amigo Confuso, um burro de cabeça fraca, a fazer a maior das burradas. Manhoso trata Confuso como se ele fosse seu empregado e este, sentindo-se sempre inferior e “burro”, acha que o macaco esta sempre certo. Um dia o macaco pede para que o burro pegue uma coisa amarela que andava pelo rio. Confuso obedece seu “pedido” e os dois acabam descobrindo ser uma pele de leão. Manhoso já pensando em se dar bem, faz Confuso vestir a pele e se passar por Aslam, o grande leão.
      Por incrível que pareça o povo narniano cai nas lábias de manhoso e acredita que Aslam, que há séculos não aparecia em Nárnia, está ali, furioso e cruel como nunca antes visto. Assim, o macaco se junto a um grupo de Calormanos e pretende tomar Nárnia para eles, sob a “escravidão” de muitos animais falantes que se sentem obrigados a servir as vontade de “Aslam”.
      Do outro lado da estória temos o rei Tirian que descobre sobre a “volta” de Aslam e parte para o encontro do grande criador. Porem, no caminho percebe que há calormanos no comando de animais falantes e mais criaturas magicas. O rei Tirian e seu unicórnio Precioso acabam presos por ordens do próprio Manhoso e seus destinos seriam curtos se não fosse pelas crianças mais uma vez. Os filhos de Adão e as Filhas de Eva, terão agora de ajudar na ultima batalha de Nárnia, uma batalha onde a magia é deixada de lado e a crença é a principal arma que se tem. Será que os narnianos deixaram de acreditar no velho e bom Aslam? E o cruel macaco Manhoso, qual será seu destino?
      Pois é, chegamos ao fim do grande livro de Nárnia! Nesta crônica temos um começo sem magicas e cruel; talvez seja um dos mais cruéis “desafios” vivenciado por nossos personagens. Nós vemos, que para tornar um sonho em pesadelo e ludibriar os seres vivos de forma banal, não é preciso de magia. A natureza humana (e animal) tem dois lados: o bom e o terrível. Temos como grande exemplo
ao vermos o próprio macaco Manhoso enganar todos os seres inocentes de Nárnia, que tendo como principal crença Aslam, ao ver que o grande leão “era cruel e impiedoso” desmoronam em tristeza e submissão.

      A Ultima Batalha é um fim honrável para toda a série, sendo talvez a meu ver, seu Magnum opus. Lewis conseguiu transcorrer os capítulos finais de forma incrível, dando sentido a tudo. Eu já imaginei o que aconteceria no final depois de ler sobre alguns acontecimentos, mas não posso falar, seria um tremendo spoiler.

      O fato de o grande reino de Nárnia ter vindo praticamente a ruina por causa de um simples macaco, pode parecer um pouco utópico, mas encaixa perfeitamente. Os narnianos são fieis até o ultimo fio de cabelo a Aslam, e se usado desta crença de forma cruel, abalaria um mundo inteiro. Assim como no nosso mundo, onde a religião já tratou de forma inumana e escravista o povo, acontece em Narnia. Vemos que não foi pelos poderes da Feiticeira Branca que Nárnia caiu; não foi com a malvadeza de Miraz e seu povo que Narnia deixou de existir e também não seria por causa de um macaco velho e impiedoso que Narnia acabaria.
     Narnia apenas passou a existir de forma mais intensa. Uma antiga Nárnia se foi para mostrar a verdadeira Nárnia. Um reflexão neste ponto é exatamente essa: vivemos em qual Nárnia, na antiga Nárnia que pode se acabar ou na mais intensa e vivida Nárnia, da qual fazemos parte? Da Nárnia intensa temos apenas lembranças esquecidas no tempo, que não podemos resgatar. Sabemos que lá é o melhor lugar mas temos medo de ir. A nova Nárnia é, como o próprio C.S.Lewis diz, o “Capitulo Um da Grande História que ninguém na terra jamais leu: a história que continua eternamente e na qual cada capítulo é muito melhor que o anterior."
      Seria muita inocência e ignorância de minha parte não achar Lewis um contador de estórias genial. O admiro por ter envolto toda a historia dos livros em uma esfera bíblica, porém, sem se referir diretamente. Ele sempre cria situações que nós vemos com mais clareza a ação “religiosa” sendo feita. Isso foi criado inicialmente para atingir a todo publico infantil, para que estes aprendam de forma sutil mais sobre a religião. Só que está sutileza destinada as crianças, cai de forma massacrante em cima de nós adultos, que somos mais bem entendidos do mundo do que as crianças - não concordo plenamente com está afirmação - que vivem em sua plena inocência.
      Por fim, A Ultima Batalha, por ser mais intensa e de maiores proporções, acredito que Lewis escreveu pensando em seus leitores já um tanto crescidos. Leitores que estariam no inicio da fase adulta ou na critica adolescência, onde tudo é contestado. Realmente não sei como finalizar essa resenha. Me da um certo pesar pensar que Narnia acabou, a estória acabou. Bom, contrariando o que acabei de dizer, Nárnia não acabou, afinal, não são para isso que são feitos os livros: para eternizar histórias e mundos em nossas estantes? Mundos que podem ser criados e destruídos com um virar de paginas, livros que podem nos fazer chorar e rir, livros que podem nos fazer rever a forma como lidamos com a vida e também, não menos importante, como tratamos nosso único destino traçado, a morte.

Resenha: As Crônicas de Nárnia - A Cadeira de Prata # 21 Dias




      Desta vez em A Cadeira de Prata, não temos a presença de nenhum dos irmãos Pevensie na estória; porém, temos um rosto conhecido, Eustáquio! Isso, o primo chato que virou um dragão e aprendeu a modos duros a ser uma pessoa melhor. Começa com Eustáquio encontrando uma amiga chorando nas quadras da escola, chamada Jill. Jill estava com medo dos “valentões” do colégio e estava escondida; Eustaquio vendo a situação de sua amiga conta para ela sobre suas aventuras em Nárnia e convida ela para tentar voltar para o mundo magico dos animais falantes.
       Eles começam a correr do grupo que quer bater neles e então, ao passar por uma porta eles se encontram em um precipício, em Nárnia. Com o susto e tentando passar uma imagem de corajosa, Jill acaba derrubando Eustaquio do precipício. Ela fica desesperada e a sede toma conta dela completamente. É uma sede absurda e ela vê um pequeno riacho, porém no riacho tinha um imenso leão bebendo água. Ela fica paralisada de medo e o leão acaba a chamando para chegar mais perto. Ela vai, com medo, de encontro ao leão.
       Jill então conhece Aslam, o grande leão; ele a tranquiliza quanto a Eustaquio e informa para ela que ela e Eustáquio tem uma missão a cumprir: salvar o príncipe Rilian, filho de Caspian X. O mesmo Cáspian da ultima história, só que agora muito velho e triste por causa do sumiço de seu filho

há dez anos. Os dois garotos então partem em uma missão para encontrar o filho do rei. Eles vão acompanhados de Brejeiro, um paulama muito pessimista. (Paulama são uma raça de humanoides que se assemelham a rãs; possuem braços e pernas compridas.)

       Eles partem para o norte e passam por desafios e aventuras tremendas, algumas até capazes de faze-los esquecer do objetivo principal que é salvar o príncipe Rilian. De gigantes desmiolados a gnomos infelizes, eles descobrem partes de Nárnia até então não conhecidas. Será que eles irão conseguir seguir as orientações de Aslam?
       Bom pessoal, sei que desta vez realmente não tem desculpas pelo atraso... Não consegui postar essa resenha ontem e estou aqui hoje, pedindo sinceras desculpas! Prometo, prometo mesmo, que amanha posto a ultima resenha deste livro tão fantástico!
       Esse é o sexto livro de Nárnia que leio, e mais uma vez posso dizer que é excelente. A narrativa foi a mais rápida até agora, não digo de paginas, e sim de acontecimentos. Uma parte muito interessante do livro é sobre os desafios que eles precisam enfrentar para chegar ao destino original; um destes percalços é resistir ao forte frio e vento. Acabam infelizmente cedendo quando uma Dama de Verde aparece e propõe tudo que eles mais queriam (uma cama quentinha, comida e uma bom banho quente); diante de tal tentação acontece uma sucessão de consequências ruins (como veremos no final, não serão tão ruins assim).
       Desta vez Lewis, explora ainda mais afundo(literalmente) Nárnia, cria uma criatura nova, o que torna a estória ainda mais fantástica. Houve momentos em que eu me cansei de ler, porém os momentos bons se sobressaem! Quando eles encontram a cidade de gigantes, que são imensos, me lembrou um pouco os gigantes de João e o pé de feijão!
   

       No desfecho a crianças voltam para seu mundo como sempre, e Aslam fala algumas coisas interessantes sobre a morte. Ao Jill se perguntar se poderiam ficar lá, ao lado de Aslam, o leão responde que ainda não, mas quando voltarem ficarão! Não posso dizer o porque deste contexto por que seria um grande spoiler, e isso acaba com a graça do livro. Mas o que digo é que o “ficar” ao lado de Aslam, significa morrer. Mais uma vez uma ligação com a religião!
       Recomendo o livro para todos que desejam conhecer um pouco mais sobre o maravilhoso mundo de Nárnia.

Conto "Verão de 1982" #1

   
       Pessoal, hoje eu deveria postar a sexta resenha do livro As Crônicas de Nárnia, porém, não consegui acabar a leitura e como o prazo para acabar todo o livro é até dia 16, hoje e amanhã termino o livro! Enfim, o que venho postar aqui hoje é um conto autoral! Até que enfim hein, não aguentava mais esperar para postar! Como ficou um pouco grande o conto, vou postar em dua partes! Hoje posto a primeira e segunda que vem posto a próxima!
       O esquema vai ser o seguinte: todo mês vou postar pelo menos um conto - se der posto mais - e cada vez com uma "temática" diferente. Este mês o tema vai ser "Memórias do Passado" e eu convido todo mundo que ler a postagem a publicar algum conto, texto, cronica, etc. O tema pode ser este se quiserem também, vou adorar ver as diferentes visões de cada um! Ah, caso postem com o mesmo tema, coloquem o link do meu blog, tá? Assim você me ajuda com o blog também!É isso ai, espero que gostem!

Verão de 1982

       Era um belo e ensolarado dia em meados de abril, com os ramos já deixando suas folhas caírem e dando forma a um belo tapete natural. A sombra do carro se estendia pela pista, perfeitamente, como recortada de um papel cinza. Eu conseguia respirar profundamente o ar de outono, cheirando a terra umedecida devido ao forte temporal da noite passada.
       Pessoas caminhavam e viviam intensamente do lado de fora do carro. Um casal de idosos com roupas de jogging passaram pela janela, a mulher empurrava seu marido em uma cadeira de rodas, pareciam felizes; afinal, não era isso que os votos solenes de casamento diziam, amar na saúde e na doença ate que a morte os separe? Infelizmente, no tempo em que as ruas ainda eram de terra e eu ainda tinha boas lembranças, havia se formado um abismo entre mim e o mundo afora. Era um buraco imenso, capaz de camuflar meus sentimentos com sua escuridão. 
       Joanne dirigia quieta, entre tempos trocávamos um ou dois sorrisos. Passávamos por tortuosas estradas, eram-me semelhantes parcialmente, muita coisa havia mudado. JPegamos uma rotatória à esquerda e depois mudamos para à direita, só ai que lembrei para onde estávamos indo e soltei uma expressão nada educada. 
       Estávamos a caminho de uma casa que eu não via há décadas, talvez nem existisse mais. Pensei em desistir, darmos meia volta e deixar o passado em paz, mas meu inconsciente me obrigava a continuar. 
       A casa onde morei há trinta anos ainda se encontrava lá, intacta e com as luzes acesas, o que me deixou ainda mais apreensivo. Este lugar ainda conseguia encher meu presente de passado. Joanne reduziu a velocidade do carro e parou a uns quinze metros da casa. Ainda possuía a mesma cadeira de balanço na varanda na qual mamãe ficava comigo e com meu irmão; era como se eu pudesse sentir seu adocicado perfume novamente. 
       Eu havia morado ali por um tempo e por mais que eu me esforçasse não me recordava de quase nenhuma lembrança positiva. 
        - Stephen, você quer que eu vá com você? – perguntou Joanne. 
        - Não precisa. – respondi – Apenas me espere na praia, não vou demorar. 
       Desci do carro e meus pés afundavam alguns centímetros na areia fofa. Comecei a ir em direção à casa, era como se cada passo que eu desse voltasse mais ainda para o passado. Um homem velho apareceu na janela, a visão me pegou de surpresa. Nunca imaginei que o veria novamente. Parecia meu pai, eu achava, do mesmo modo como eu lembrava; cabelos penteados para trás e úmidos – agora já brancos – camiseta dentro da calca, uma sandália azul e um boné velho e surrado. 
       A praia e a casa, aquele lugar me passava alguma sensação estranha. A areia tocando minha pele novamente, depois de trinta anos, era reconfortantemente insólito. Mas não era mais um pesadelo que me deixava suado e arquejante, era real, eu sabia. Podia ouvir o som dos pássaros do último dia de verão de 1982. Eram os dois mesmos meninos que brincavam na areia, eu e meu irmão, Charlie. 
       Os castelinhos de areia de Charlie nunca ficavam firmes por muito tempo, a intrépida e sorrateira água vinha e sempre os levava. 
        - Stephen, me ajuda aqui. – ele queria conchinhas, quanto mais melhor. Elas iriam decorar seu castelo. 
        Mamãe e papai estavam dentro de casa, podíamos ouvir o leve ruído de suas vozes, porventura estivessem falando do quão belo era o pôr-do-sol. Na verdade não, isso era o que eu queria que estivessem falando. 
       O pôr-do-sol realmente se punha. Já era algo ordinário de todos os dias, mas mesmo assim cada vez mais eu contemplava com deleite o momento em que o sol desaparecia no horizonte. O céu agora não era mais claro. Tons suaves de cinza começavam a se esgueirar por entre as nuvens. Podíamos sentir o crepitar de pequenas conchinhas sobre nossos pés. Charlie já tinha mais de dez em sua camiseta e eu, apenas uma. Eu estava desalentado, agia de forma mecânica, inconsciente. 
       O cheiro suave e intenso da brisa do mar tornava o tempo mais devagar. Era tudo muito calmo e silencioso, não parecia ser um local habitado. Seria um ótimo local para um filme de romance, ou sereias, quem sabe. Ainda que o outono certamente estivesse logo ali, depois de alguns dias, o verão não iria abandonar sem luta seu domínio arduamente conquistado. 
       Há algo agradável em tardes sem sol. O tempo funesto que às vezes vinha nos liberavam das expectativas, das exigências de um dia sempre igual. Minha mãe apareceu na varanda com uma tigela na mão, sorria e aparentava estar feliz. Ela estava grávida de quatro meses, sua barriga já estava começando a aparecer. 
        - Daqui a pouco vocês entram – disse ela.
        Papai provavelmente estava sentado no sofá ordenando que mamãe lhe levasse cerveja. E se ela não o fizesse, ele lhe daria um tapa e a chamaria de imprestável. Mesmo com minha pouca idade eu sabia que ela só estava casada com meu pai por medo e não por amor, não mais.
      Minha mãe entrou e foi para a cozinha. Pude ouvir papai falando algo grosseiro para ela. Charlie achou que ele nos chamava, mas não era, apenas gritava alguma coisa inaudível. Já estávamos acostumados, toda sexta-feira havia briga. Às vezes eram por coisas tolas, como quando mamãe deixou as mesmas cortinas na parede da sala por mais de um mês. 
       - Olhe isso, ele dizia, essas merdas de cortinas estão sujas não vê? Qual o seu problema, por que é tão porca? 
       Depois das manchas roxas que ela teve que esconder com blusas de manga comprida, nunca mais fizera nada que o desagradasse, pelo menos tentava. Era impecável em tudo (uma só mancha de pano mal passado no assoalho de madeira da casa poderia provocar certamente uma discussão e depois uma pancada). Tinha um temperamento ruim, muito ruim. Não se chorava em casa, nem mamãe, nem nós. Afinal, que tipo de monstro teria coragem de bater em uma criança inocente?

Obs: Lembrando que o texto acima é autoral e não é permitido copias.

As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada # 21 Dias


      Está é a maior resenha que escrevi sobre os livros de Nárnia até agora. Demorei menos para ler  este livro do que o ultimo, e por isso estou postando na data certa!
      O enredo começa com Lucia e Edmundo tendo que passar férias na casa de Eustaquio Mísero,  primo dos dois. Os dois irmãos se sentem extremamente tristes de ter de conviver com os tios e com  o primo, que é insuportável. Eustaquio adora irritar os dois, inclusive sobre Nárnia. Não, Eustaquio  não conhece Nárnia, mas ouviu uma das conversas dos irmãos Pevensie e tomou como loucura todo  aquela aventura, sempre irritando-os. Em um dia no quarto em que Lúcia está hospedada na casa do  primo, estavam os três, Eustaquio como sempre os incomodando e Edmundo revidando. Lúcia estava  meio atônita encarando um quadro que tinha um barco no meio do mar desenhado; a pintura  chamava muito sua atenção por parecer viva. De repente os três percebem que a pintura realmente  estava viva e as águas antes ali desenhadas invadem o quarto, fazendo as três crianças irem parar no  meio do  oceano de Nárnia.
      Assim os três acabam sendo encontrados por Caspian, Ripchip e vários outros tripulantes de um  navio. Eustaquio fica extremamente perplexo de inicio ao se ver totalmente “perdido” no meio do  oceano e ainda tendo que conviver com Ripchip, um rato falante que está sempre pronto para uma  briga. O navio se chama Peregrino da Alvorada, e Caspian está em uma missão para encontrar sete  lordes, antigos amigos de seu pai, que sumiram por causa da insuportável soberania de Miraz.
      Todos partem então em uma jornada desconhecida, adentrando por terras e ilhas misteriosas,  cercadas de mistério e lendas. A primeira ilha que param, depois de dias de viagem, são atacados e  feito prisioneiros. Por sorte, um dos “homens ricos” da ilha é um dos lordes que Caspian procura e  tudo se resolve. A partir dai cada ilha é uma nova aventura, porem sempre tendo como objetivo  principal encontrar todos os lordes, mesmo estando vivos ou mortos. Este não é o objetivo de todos,  pelo menos não o de Ripchip. Bom, na verdade o rato falante e corajoso quer também honrar os sete  lordes, mas o seu principal intuito é encontrar o país de Aslam.

    
"Onde o céu e o mar se encontram
Onde as águas se adoçam
Não se esqueça Ripchip
Que no leste absoluto esta
     Tudo o que desejas encontrar"

      O final é mais uma vez melancólico. Desta vez nem Lúcia nem Edmundo voltarão à Nárnia;  Lúcia fica tão triste que dá até pena, para ela não ver mais o grande leão seria a pior parte. Aslam  porem, os consola dizendo que os irmãos ainda o verão, mas desta vez em seu mundo. Eles precisam  aprender a reconhece-lo mesmo tendo um outro nome. Ele diz que lá no mundo dos humanos, há  também um caminho para o país de Aslam; as crianças aprenderão o caminho pouco a pouco e que  não é longe nem perto. Fica do lado de lá de um rio, mas nada tem de temer, pois ele, Aslam, é o  grande Construtor da Ponte.
     
       Como já vimos no ultimo livro, Pedro e Lúcia não aparecerão mais em Nárnia, mas temos  Eustaquio para substituir os dois. Tudo bem que ele é bem chatinho, mas depois a gente começa a  perceber que ao passar por situações bem difíceis para um menino da cidade, ele passa a se tornar  uma pessoa mais agradável. 
       Dois grandes pontos que quero deixar em destaque nesse livro são: cair em tentação e acreditar.  Em varias partes da estória os personagens são postos em meio a tentação, tendo como exemplo  quando Eustaquio encontra um imenso tesouro e começa a pega tudo que pode carregar. Porem,  assim como no filme ele é amaldiçoado e se transforma em um dragão. Outra situação é quando  Edmundo e Caspian brigam ao encontrar um lago que transforma tudo em ouro. De imediato  Caspian pensar em transformar ali uma propriedade de Nárnia, se tornando ainda mais rico.  Edmundo e ele brigam mas depois caem em si, e proclama ali como a ilha “Água da Morte”. O outro  ponto, acreditar, é visto em Ripchip que acredita cegamente em encontrar o paraíso, o país de Aslam.
       O grande leão, Aslam, mais uma vez vem com um montante de ensinamentos religiosos para  crianças. Acho muito interessante também a referência que ele faz à inocência para que se possa  perceber a magia. Observa-se que ao passo que as crianças crescem eles não voltam mais para  Nárnia. Isso é exposto primeiro quando Pedro e Susana não poderão mais voltar à Nárnia e agora,  que Lúcia e Edmundo também não poderão mais. 


       Aslam que é uma metáfora para Deus, ensina de forma sutil grandes lições para as crianças que  leem a obra; já para os adultos, assim como disse em O Sobrinho do Mago, cada ensinamento está  totalmente explicito e nos dão uma boa balançada. Claro que independente de ser adulto ou criança,  é preciso em primeiro lugar estar disposto a possibilidade de poder aprender qualquer coisa, mesmo  que de uma forma diferente da qual já conhecemos.
       Recomendo o livro e digo que depois de o Príncipe Caspian, está foi minha leitura predileta. O  filme do livro é bom, tirando algumas partes extremamente desnecessárias que são acrescentadas à  adaptação e mudadas do livro.

As Crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian # 21 Dias


      Pessoal, peço mais uma vez desculpas pelo atraso! Pelo jeito estou atrasando mais do que imaginava...Os estudos estão puxados e tive alguns problemas esses dias, que acabaram encurtando muito o tempo que "reservo" para ler diariamente. Acho que até o prazo final vou conseguir postar todas, então quem entrou neste desafio, não desistam! É isso ai pessoal, me desculpem!
      Os irmãos Pevensie estavam sentados em uma estação de trem aguardando para ir para a escola, quando de repente começam a sentir pequenas puxadinhas e por efeito de magia, são levados a Nárnia. De uma plataforma cinzenta e movimentada vão parar em meio a muitas árvores e arbustos. Nárnia agora está diferente, eles não reconhecem onde estão de imediato, mas depois de surpreender ao descobrir que se encontram nas ruinas de Cair Paravel.
      A época agora era outra. Havia se passado centenas de anos nas terras de Nárnia quando no mundo de dos filhos de Adão e filhas de Eva, havia se passado apenas um ano. O tempo é diferente, assim como vimos em O Leão, A Feiticeira e o guarda-roupa, os irmãos passaram anos e anos reinando e quando voltaram pelo guarda-roupa havia se passado pouquíssimos minutos apenas. Os animais falantes agora já quase não existiam mais e as outras criaturas magicas também.
      Príncipe Caspian é sobrinho do rei Miraz, que matou o próprio irmão para ficar com o trono; descende dos Telmarinos, que conquistaram Nárnia violentamente a muitos anos. Conhecemos a história de Caspian a partir de Trumpkin, anão que conta tudo para os irmãos Pevensie. A partir dai se desenrola uma grande aventura pela reconquista de Nárnia, onde Aslam mais uma vez fica do lado dos antigos Nárnianos.


      É a estória que achei mais legal até o momento! Demorei mais do que o esperado para ler, porém foi extremamente delicioso aproveitar cada pedacinho desta estória maravilhosa que é Nárnia. É escrito em terceira pessoas e senti que o enredo deste livro é um tanto mais “completo” que as outras. O tema de reconquista é de Nárnia, onde há poucas criaturas magicas foi muito bem explorado por Lewis.
      Um fato que está bem explicito é a questão da fé. Mesmo estando em Nárnia, apenas Lucia acredita ter visto Aslam e assim como na segunda estória, seus irmãos não dao ouvidos para ela. Mais tarde, depois de serem quase mortos, decidem, a contra gosto, seguir Lucia que diz estar sendo guiada por Aslam. Ao começarem a perceber que estão no caminho certo, começam então a acreditar que Aslam realmente está ali. Assim um por um, passam a enxergar o grande Leão, Aslam. Ou seja, é preciso ter fé, mesmo naquilo que não pode ser visto ou tocado, para que tudo se encaminhe bem..
      Acho que vão cansar de me ouvi escrever isso, mas não tem como eu não falar; a semelhança entre Nárnia e Aslam e a religião é muito grande. Isso é mostrado quando Aslam só aparece para quem tem fé; quando Aslam transforma água em vinho, e muito mais. Por fim, recomendo este mais do que qualquer outro, e peço mais uma vez desculpas pelo atraso!

As Crônicas de Nárnia - O Cavalo e seu Menino # 21 Dias

   
      Gente, peço sinceras desculpas por não ter conseguido cumprir um dia do meu Desafio. As coisas estavam muito tumultuadas ultimamente e não tive tempo de escrever a resenha, isso porque eu já havia lido o livro! Bom, agora vamos a resenha; prometo que posto a próxima certinho!
       A estória do livro O cavalo e seu menino começa com a pobre vida de Shasta, um menino branco e loiro que se sentia deslocado em Calormânia, onde vivia com um pescador. Quando ele descobre que o pescador que o cria não é seu pai e quer vende-lo para um nobre, ele decide fugir. Alguns momentos antes de sua fuga ele “desabafa” com o cavalo do nobre e o cavalo o responde! Isso, era um cavalo de Nárnia, onde alguns animais falam e pensam; Bri era um cavalo insatisfeito de sua vida de cavalo mudo e também queria fugir. Eles dois então, Bri e Shasta, fogem em direção ao norte, para as terras de Nárnia.
       No caminho eles acabam encontrando Aravis, uma nobre que fugiu de casa, e Huin, uma égua falante também de Nárnia. Eles se encontrar durante uma confusão com um leão que atacou Aravis. E por causa desse leão, as duas crianças e os dois cavalos decidem, com muita briga entre eles, seguir o rumo para as terras do norte juntos! A partir dai, eles entram em varias confusões, como Shasta sendo pego por confusão pelos reis de Nárnia; como Aravis sendo descoberta por uma amiga nobre e ajudada por ela, etc.
       Bom, a partir dai não posso contar mais muita coisa, o que digo é apenas: Aravis, Shasta, Bri e Huin acabam com finais bem surpreendentes e alguns até diferentes do que os destinos iniciais!


       Aslam, o grande leão, o criador, é representado de forma muito interessante. Ele esta presente todo o tempo na vida dos personagens. Desde o momento em que Shasta foi encontrado numa cesta no rio até no momento que o leão conversa com os jovens no final. Aslam, que representa uma grande religiosidade, age de forma correta e justa em todas as situações. Ele mesmo ataca os jovens para que eles fiquem juntos e para ensinar a Aravis as consequências de seus atos; ele cuida de Shasta durante a noite toda no deserto e por fim que ajuda aos garotos a chegarem em seus destinos.
       Posso dizer com certo arrependimento que no começo eu estava um pouco entediado com essa estória. Me pareceu um pouco nada a ver com o tema central, Nárnia, mas depois eu percebi que eu estava totalmente enganado! É uma aventura que me surpreendeu bastante, principalmente com o destino final de cada personagem! O livro é bem pequeno e rápido de ler, o enredo é ótimo e sem falhas. É talvez a crônica mais infantil de todos os livros, a estória passa paralela ao reinado dos irmãos Pevensie em Nárnia; é como se fosse um spin-off de um seriado de tv.
      C.S.Lewis usa de forma magistral o dom de contar histórias infantis, criando um universo totalmente imaginável. A estória aborda temas como o sentido da amizade, a “ajuda” divina, o orgulho e a real importância das aparências. Tudo com muita leveza e aventura.

As Crônicas de Nárnia - O Leão, A Feiticeira e o guarda-roupa #21 Dias


       Preciso antes de mais nada começar o post com a dedicação da segunda crônica, O Leão, A Feiticeira e o guarda-roupa. C.S.Lewis dedica esta obra para Lucy Barfield(não sei quem é), mas o que eu gostei especialmente foi o como ele escreveu esta dedicatória; ele fala que mesmo dedicado a ela, o livro não seria lido depois de impresso por Lucy, pois ela já estaria bastante crescida e não se interessaria mais por contos de fadas. Porem ele esperava que muitos anos depois, quando ele já não ouvisse direito, que ela lesse o livro e desse sua opinião. É tão cheio de sentimentos que é até difícil escrever o que senti. Um misto de carinho, de surpresa e também de satisfação. Carinho por ver algo escrito de maneira tão simples mas tão significativa; surpreso por ver que mesmo tendo em mãos uma das estórias mais marcantes do mundo, não apostava grande coisa naquilo; e por fim, satisfação, pois é o mínimo que eu poderia sentir no lugar de C.S.Lewis.

Para Lucy Barfield 

MINHA QUERIDA LUCY,

"Comecei a escrever esta história para você, sem lembrar me de que as meninas crescem mais depressa do que os livros. Resultado: agora você está muito grande para ler contos de fadas; quando o livro estiver impresso e encadernado, mais crescida estará. Mas um dia virá em que, muito mais velha, você voltará a ler histórias de fadas. Irá buscar este livro em alguma prateleira distante e sacudir-lhe o pó. Aí me dará sua opinião. É provável que, a essa altura, eu já esteja surdo demais para poder ouvi-la, ou velho demais para compreender o que você disser. Mas ainda serei o seu padrinho, muito amigo" 

C. S. LEWIS


       O Leão, A Feiticeira e o guarda-roupa conta a estória de duas filhas de Eva e dois filhos de Adão, os irmãos Pevensie. Eles saem de Londres por causa dos ataques aéreos e vão passar um tempo na casa de um velho professor, em pleno campo. O professor é parte essencial da estória, mas não vou contar nada sobre ele porque assim não teria graça! Durante uma brincadeira, Lucia, a mais nova dos irmãos, acaba descobrindo uma grande sala vazia com apenas um guarda-roupa. Ele entra dentro dele para se esconder, porem, acaba se deparando não apenas com casacos pendurados, mas sim com um mundo magico. Tudo estava em meio a neve e congelado, era ali, a terra de Nárnia.
       Depois de fazer amizade e tomar chá com um sátiro muito educado e conhecer um pouco sobre este novo universo, Lucia volta para o guarda-roupa e conta para seus irmãos sobre sua aventura. De inicio ninguém acreditou nela e Edmundo, o terceiro mais velho, zombava de sua irmã o tempo todo. Para o alívio de Lucia os quatro irmãos acabam por conhecer Nárnia com seus próprios olhos, deixando-a assim cheia de pedidos de desculpas.


      Por ter sido gentil com Lúcia, o fauno que ela conheceu em sua primeira ida a Nárnia, foi preso. Eles então partem em busca do fauno e se vem no meio de uma profecia na qual diz que quando dois filhos de Adão e duas filhas de Eva aparecerem e se tornarem reis de Nárnia em Cair Paravel (com a ajuda do leão Aslam), o governo da Feiticeira irá terminar. Edmundo após ser tentado pela feiticeira acaba traindo os irmãos e contando sobre o paradeiro até então desconhecido de Aslam. Assim decorre uma estória emocionante e com grandes surpresas.
       O livro é todo escrito em terceira pessoa e também, como todas outras “crônicas”, é para o publico infantil. Tudo corre rapidamente e a leitura é bem simples. Não há aquela forma rebuscada de escrever, que as vezes nos força a caçar um dicionário para poder continuar a leitura em “paz”. Todos são personagens bem cativantes, especialmente o Sr. e a Sra. Castor, um casal de castores que são de grande ajuda para os irmãos durante a aventura.
       Não espere ler de forma detalhada a batalha que há no filme, ou qualquer outra cena mais “forte”. As cenas são descritas de forma rápida e limitadas; lembrando mais uma vez que é um livro infantil! O que me fez poder ler o livro com maior vontade foi ver que todas cenas presentes no filme são retratadas de forma praticamente iguais as do livro. As vezes até parecia que no filme algumas partes eram mais longas do que a própria narração.


       Assim como o primeiro livro, este também possui um fundo religioso, que pode ser observado em vários detalhes. Como por exemplo quando o próprio Aslam oferece sua vida para salvar Edmundo; é um fato que pode ser certamente relacionado com a bíblia. Por fim, O Leão, A Feiticeira e o guarda-roupa, é um livro encantador. Com toda certeza estaria na minha lista de melhores livros. Recomendo, principalmente por saber o quão magico e educativo pode ser o universo de Nárnia.

As Crônicas de Nárnia - O Sobrinho do Mago # 21 Dias


       Bom, essa é a resenha da primeira crônica do volume único de Nárnia. Demorei um pouquinho mais do que o previsto para ler, mas consegui! Já comecei a segunda crônica e até segundo posto! Por enquanto recebi apenas duas resenhas desta cronica no email! Obrigado por participarem, e quem não está participando, entra nesta estória fantástica junto comigo!
       Achei interessante ler a historia que se passa antes das aventuras do irmãos Pevensie no mundo de Nárnia. Tudo acontece depois de Digory e Polly tocarem nos anéis, feitos por Tio André, o mago. Os anéis acabam levando as crianças para um bosque que tem entrada para diferentes mundos. Com a teimosia de Digory eles visitaram um mundo diferente, onde tudo e todos pareciam estarem congelados, ou melhor, estatuas. Esse mundo é chamado de Charn, um lugar frio no qual o sol parece nascer fraco, como se estivesse prestes a morrer. Digory mais uma vez por teimosia e contra a vontade de Polly toca um sino que quebra uma maldição, libertando a Rainha de Charn.
      Sem querer eles acabam levando esta grande rainha de Charn para o nosso mundo e depois de muita encrenca gerada acabam levando ela de volta para o bosque que leva para vários mundos. Neste bosque eles acabam “caindo” em um mundo vazio e escuro, como um “nada”. Depois de um pequeno espaço de tempo neste mundo eles começam a ouvir um canto e de repente tudo começa a se tornar mais claro e o canto a se tornar um rugido. Era um grande leão que ao cantar criava o mundo. É assim que em meio a muita magia é criado o mundo de Nárnia. E sabe a rainha de Charn, adivinha quem ela se tornou? Bom a minha dica é lembrar da Feiticeira Branca do filme As Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e o guarda-roupa!
      O jeito de C.S.Lewis escrever é muito interativo. É como se você estivesse conversando com o livro, ele te dá informações e dicas ao longo do livro. Comecei a ler a segunda crônica e realmente há esta interação livro-leitor, uma forma de escrever para que a criança(maior publico alvo) entender tudo que ali está escrito.
      Gostei bastante do livro, mesmo tendo uma escrita bem simples, por ser um livro infantil, acabei lendo em um dia! São apenas 186 paginas que decorrem bem rapidamente. É uma crônica bem curta, mas é legal ver como Nárnia é criada. É interessante ver também como varias partes dessa criação tem um “apoio” na religião. Nesta crônica fica bem evidente que Aslam, o grande leão, é Deus. Bom, pelo menos foi isso que eu pude concluir.